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sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Círculos de origem não identificada em Minas Gerais


As imagens são de um fenômeno ainda não explicado. Os círculos mostrados surgiram em um platô ao lado do Morro Serrote, acima do motel existente na estrada Caeté-Sabará, alguns dias antes do Natal.

O casal Euclides Rodrigues e Maria José costumam fazer caminhadas no local, periodicamente. Um dia pela manhã eles constataram a novidade, que foi fotografada por Euclides com um celular.

Um círculo, geometricamente perfeito, com cerca de cinco metros de circunferência, é acompanhado por outros maiores.

Na quarta-feira (11/01) à tarde, já no fechamento da edição, o Acontece contatou o secretário de Gabinete, Élmer Pessim, para saber da possível existência de algum projeto público ou privado no local -que havendo seria do conhecimento do governo municipal.

Élmer estranhou a informação, que ele desconhecia, e contatou ainda outros secretários municipais. Não há nenhum projeto em execução ou a ser executado no local que seja de conhecimento do Município.

Euclides, como várias pessoas em Caeté, é aficcionado por ufologia e diagnosticou que as marcas fotografadas são semelhantes a outras catalogadas por ufologistas em outras localidades.

Outras pessoas de Caeté contatadas não tiveram uma explicação para o aparecimento dos círculos no Morro Serrote.

Uma destas pessoas se entusiasmou com a possibilidade de se criar um grupo de ufologia em Caeté, independente de alguma explicação que venha surgir para os “sinais” do Morro Serrote.

É sabido que há um número razoável de pessoas em Caeté com interesse em ufologia e várias histórias são relatadas sem um registro que possa comprovar alguma coisa. Até por falta de demonstração, muitas pessoas reservam a informação para não serem ridicularizadas.

Há histórico antigo de uma luz que é contemplada à noite, passeando sobre a mata à margem da estrada Caeté-Sabará, não muito distante do local das marcas agora fotografadas.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Vídeo mostra OVNI nos céus da Turquia

Um ovni (objeto voador não identificado) foi flagrado em um vídeo na Turquia. As imagens, postadas na web na última semana de 2011, mostram o que mais parece com uma verdadeira nave.

O usuário do YouTube que postou o vídeo é um apaixonado pelo tema. Diariamente, diversas imagens de lugares diferentes fazem a diversão dos internautas. Só este vídeo já teve mais de 3 mil acessos em pouco mais de uma semana.






Os Maias não acreditavam que o mundo iria terminar em 2012
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Por Administrator   
11 de janeiro de 2012



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 Placa do Calendário Maia

Os maias pré-hispânicos tinham uma obsessão pelo tempo. Com uma observação exaustiva dos astros, eles construíam calendários precisos e previam eventos que ditavam a vida de sua civilização. Um registro em especial, no entanto, tem chamado a atenção nos últimos anos. Em um monumento no sítio arqueológico de Tortuguero, no estado de Tabasco, Sudeste do México, uma inscrição do século VII faz referência a uma data: 4 Ajaw 3 K’ank’in, ou, segundo correlações feitas por arqueólogos, 21 de dezembro de 2012. A menção a um dia tão distante da origem do monumento extrapolou o interesse acadêmico. Com a chegada de 2012, ganhou força a ideia de que os maias, com todo seu conhecimento sobre o tempo, teriam previsto uma catástrofe global nesta data. Os especialistas na cultura, porém, asseguram que o fim não está próximo. Várias outras placas recém-descobertas na região revelam uma história sobre renovação de eras que nada tem a ver com um apocalipse.

— A associação do fim do mundo com as profecias maias partiu de grupos místicos que exploram concepções de tempo de culturas antigas para criar uma visão apocalíptica — critica Orlando Casares, arqueólogo do Instituto Nacional de Antropologia e História (Inah) do México.
— Hoje as pessoas se informam com mais facilidade sobre tragédias ocorridas no planeta e buscam uma explicação para esses eventos, mas não existe nenhum argumento científico que comprove que os maias tenham previsto uma catástrofe.

A afirmação dos especialistas se baseia na organização maia do tempo, dividido em eras de 5.125 anos — ou 13 baktunes, períodos de aproximadamente 400 anos cada. O fim de uma era significa o início de outra, em uma visão cíclica de constante renovação comum em várias religiões. Assim, a inscrição em Tortuguero traz, de fato, uma profecia: a conclusão de 13 baktunes marcaria o retorno de uma importante divindade maia, Bolon Yokte, vinculado à criação e à guerra, na data indicada — 4 Ajaw 3 K’ank’in. Desta forma, o 21 de dezembro de 2012 significava para os maias apenas o início de uma nova era e a volta de um deus, e não ao fim do mundo.

— Os maias nunca tiveram uma percepção linear do tempo, como nas tradições judaico-cristãs — explica Casares. — As datas são usadas apenas como referência para indicar as eras que passam. Para eles, o mundo não acabava, e sim o propósito de cada pessoa nele.

O arqueólogo lembra que por muito tempo as inscrições foram um mistério, mas hoje se sabe que nenhuma faz profecias catastróficas:

— As previsões dão recomendações gerais ao povo, desde o nome e o destino de cada pessoa em função do dia de nascimento, até questões mais elaboradas, com base na observação astronômica e da natureza, para saber o que poderia afetar colheitas ou como prevenir-se de secas ou inundações, por exemplo.

O monumento em Tortuguero também cita o governante Bahlam Ajaw (612-679). Ele seria o anfitrião da volta do deus Bolon Yokte, em uma projeção do seu reinado para o futuro. A visão cíclica do tempo levava os maias a acreditarem que, em momentos equivalentes de diferentes períodos, os eventos se repetiriam. Era a partir desse registro que faziam suas profecias, em uma prática que também tinha função política.

— Quando um governante subia ao poder, fazia-se um prognóstico para seu reinado, que sempre era positivo. Era uma forma de legitimar a manutenção de sua linhagem, e demonstrar que o tempo estava ao seu favor — conta Casares. — Daí a obsessão por observar o entorno, para poder antecipar-se aos acontecimentos.

Esse interesse não era só político ou religioso, mas parte fundamental do pensamento maia pré-hispânico. Poucas civilizações deixaram um legado tão importante em áreas como astronomia, matemática e arquitetura. Sua origem remonta aos anos 2000 a 1500 a.C. na Mesoamérica. A localização em uma região tropical, com uma variedade de posições do Sol que podem ser observadas a olho nu, facilitou o desenvolvimento astronômico maia. Mas seu maior mérito está na paciência e na capacidade de elaborar um calendário que foi aperfeiçoado durante 1.200 anos.

— Os astrônomos maias chegaram a cálculos tão precisos que podiam relacionar em um mesmo calendário o movimento solar com o de Vênus, as fases da Lua e as constelações. Para eles, deveria haver uma ordem perfeita no céu — diz Casares.
— Quando as datas do calendário não coincidiam com algum movimento, eles o corrigiam, incluindo ou tirando dias até reencontrar a harmonia. Se algo não saía como previsto, era por vontade dos deuses. O que mais preocupava os maias era entender as mudanças.

A base da contagem do tempo maia é a mesma de outros povos mesoamericanos unidos por um tronco comum, a cultura Mixe-Zoque. Há dois calendários para períodos curtos: um de 365 dias, usado para assuntos civis, e outro sagrado, de 260 dias, para os rituais. A partir dessa ideia, cada cultura fez suas adaptações. Os maias respeitaram a concepção dual, mas marcaram uma data de início, 4 Ajaw 8 Kumku (segundo arqueólogos, 13 de agosto de 3114 a.C.) para as contagens mais longas, separando o tempo em eras de 13 baktunes.

A determinação dessa data para início da contagem, no entanto, ainda é um mistério. Ela poderia referir-se ao dia de passagem do Sol pelo zênite na região onde teria surgido o calendário mesoamericano, ou ser apenas uma escolha arbitrária. O certo é que a contagem de 13 baktunes a partir deste dia concluiria, no tão citado 21 de dezembro de 2012, um marco de fim de era para os maias, mas sem significado para o resto de um mundo, que eles não conheciam.
No ano 4000, um novo recomeço.

Com a conquista espanhola, o calendário maia sofreu tantas alterações que foi basicamente suplantado pelo gregoriano. O calendário ritual, no entanto, ainda é usado nas comunidades maias atuais, o que atesta contra as teorias de colapso dessa civilização. Da época colonial destaca-se um manuscrito, "Chilam Balam", formado por livros sagrados que traziam, entre suas previsões, profecias sobre uma libertação dos maias.

— O documento cita três datas: 1764, 1774 e uma outra que equivaleria a uma terminação em 12, outra referência que poderia ser a 2012 — revela Casares.
— As duas primeiras datas, não por acaso, coincidiram com rebeliões indígenas. Tratava-se de um convite à rebeldia, e a tradição profética se ajustava bem a esses interesses.

Os governantes maias, considerados descendentes dos deuses na Terra, podiam modificar a contagem do tempo segundo suas conveniências. Em Palenque, arqueólogos descobriram uma inscrição sobre a vida do governante Pakal II em que a duração de uma era seria de 20 baktunes, e não de 13. Isso significaria que, para os maias dessa região, a era atual terminaria bem depois do ano 4000, próxima data que pode acabar associada erroneamente pelas futuras gerações a um novo apocalipse.